O LinkedIn está a pedir aos seus antigos colegas que confirmem que existe mesmo
Criar um falso profissional convincente dava trabalho. Hoje basta uma instrução, um retrato gerado e uma tarde, e é por isso que o LinkedIn anunciou a 23 de setembro um conjunto de verificações novas.
A mudança principal é a confirmação por pares. Quem trabalhou ou estudou consigo pode confirmar que esteve mesmo lá durante o período indicado no seu perfil. Não é uma recomendação e nada diz sobre a qualidade do seu trabalho, apenas que o percurso é real. Há condições pensadas para impedir que a função seja explorada em série: quem confirma precisa de um perfil verificado, tem de estar ligado a si há pelo menos um ano e deve ter autenticação em dois passos na conta. Além disso, os administradores das Páginas de empresa verificadas passam a poder retirar da lista de colaboradores e dos resultados de pesquisa quem afirma falsamente trabalhar lá, e o LinkedIn está a testar uma definição que exige um email profissional antes de alguém se poder associar a uma empresa. A plataforma diz que as suas ferramentas de verificação já foram usadas por 115 milhões de membros e mais de 700 000 empresas.
Isto importa muito para além dos recrutadores. Os perfis falsos são a montra das burlas de emprego, e as boas são pacientes. Na semana passada escrevemos sobre uma campanha em que a falsa entrevista instalava ela própria o programa malicioso, e um percurso plausível é exatamente o que faz a primeira mensagem resultar.
Trate o distintivo de verificado como um sinal entre vários. Os avisos não mudaram: uma abordagem vinda do nada, a insistência em passar a conversa para o Telegram ou o WhatsApp, um pedido de documentos de identificação logo no início, ou a instrução para instalar uma ferramenta para a entrevista. Esta última é o limite. A verificação de segurança do Tendvane percorre o que está instalado e a correr no seu PC e assinala ferramentas de acesso remoto e outros extras que não colocou lá de propósito.