A Microsoft está a testar um segundo Recall, e este só se lembra do que lhe entregar
O problema do Recall nunca foi propriamente a ideia de uma memória pesquisável. Era o método: capturas do seu ecrã, tiradas de poucos em poucos segundos, estivesse a fazer o IRS ou a ler algo íntimo. O Project Pantheon inverte isso. Não se lembra de nada enquanto você não mandar.
Gareth Smith, do Windows Latest, encontrou uma ficha não listada da Microsoft Store com o nome Context Vault e passou o verão a usá-la. Guarda páginas web, ficheiros, capturas de ecrã, texto copiado, áudio e vídeo como «memórias», arruma-as em coleções e depois faz perguntas sobre o conjunto num separador de conversa. Liga-se ao menu Partilhar do Windows, ao Explorador de Ficheiros e ao Click to Do, e corre um servidor MCP, o que permite a outras ferramentas de IA ler o material guardado se você deixar. A barra lateral lista Library, Chat, Token usage, Timeline e Connections, o que diz mais ou menos quão acabada está.
A Microsoft não anunciou nada disto, e as perguntas em aberto são as que interessam. O Pureinfotech nota que a versão observada pode usar modelos na nuvem sem precisar de NPU, ou seja, parte do que guardar sai da máquina, e ninguém fora da Microsoft sabe onde aterra, quando é processado, nem como se apaga uma memória de vez. A cifragem e um bloqueio com Windows Hello terão sido ponderados. Nenhum está confirmado. Nem há sinal de que o Pantheon substitua o Recall em vez de se juntar a ele.
Hoje não há nada a fazer quanto a isto, que é a resposta honesta para uma aplicação que talvez nunca saia. A pontuação de saúde do Tendvane é a versão mais simples da mesma curiosidade: um resumo do que está mesmo instalado e ligado no seu PC neste momento.