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Accounts23 de outubro de 2026

Um juiz pôs um preço nas promessas de privacidade do Facebook: 25 mil milhões de dólares

O valor começou muito mais alto. O juiz Francis Mathew calculou que a lei do Novo México sustentava uma sanção superior a 219 mil milhões de dólares, com base em 43 milhões de infrações à lei estadual de defesa do consumidor, até 5000 dólares cada. Baixou-a para 25 mil milhões, que a procuradoria-geral do estado continua a considerar a maior sanção do género alguma vez aplicada. A Meta diz que espera ganhar em recurso.

O processo foi aberto em 2021 e remonta à Cambridge Analytica, o teste de personalidade que recolheu os perfis de cerca de 87 milhões de utilizadores do Facebook e vendeu o que apanhou a uma consultora política. Em setembro, um júri considerou enganosas 26 das 29 declarações feitas pela Meta e pelos seus dirigentes sobre privacidade. A decisão é direta: o Facebook prometeu aos utilizadores que controlavam os seus dados, e isso era falso. Mathew escreveu que a conduta da empresa toca «o coração das práticas comerciais essenciais do Facebook».

Há um pormenor da sentença que vale a pena levar, porque ainda descreve como funcionam quase todas as contas. As definições de privacidade que as pessoas realmente encontravam e ajustavam decidiam o que os outros utilizadores viam. Um conjunto separado de controlos, cuja existência muitos desconheciam, decidia o que as aplicações de terceiros podiam retirar da conta. Apertar o primeiro não mexia no segundo. Se tem uma conta de Facebook ou Google há dez anos, a lista de aplicações a que um dia deu acesso é mais comprida do que se lembra, e ninguém as retira a não ser você. Nenhum dos 25 mil milhões vai para os utilizadores, já agora: a constituição do Novo México destina-os às escolas do estado.

A verificação de privacidade e contas do Tendvane cobre as contas com sessão iniciada no seu PC e as definições à volta delas, que é a metade local da mesma arrumação.

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