Durante três semanas o Windows disse que o antivírus estava desligado. Não estava.
Desde o final de agosto que o Windows andava a dizer às pessoas que o antivírus estava desligado quando funcionava perfeitamente. Acabou.
A notificação dizia que "o Microsoft Defender Antivirus está desativado". Aparecia ao arrancar o PC e depois a intervalos irregulares, e voltava mesmo a quem tinha ido às definições desligar as notificações. Ao abrir a Segurança do Windows para verificar, estava tudo normal: proteção em tempo real ativa, definições atualizadas, nada a fazer. A Microsoft registou o problema no seu painel de estado das versões a 28 de agosto e marcou-o como resolvido a 17 de setembro. A correção chegou como atualização do Microsoft Defender Antivirus versão 4.18.26080.4. A falha abrangia tudo, do Windows 10 versão 22H2 até ao Windows 11 26H1, além de todas as versões suportadas do Windows Server.
Não é preciso andar atrás dela. O Defender atualiza-se à parte das correções mensais do Windows, muitas vezes várias vezes por dia, pelo que a maioria das máquinas já a apanhou. Se a mensagem continuar a surgir, abra as Definições, vá a Windows Update, procure atualizações e reinicie.
Vale a pena dizer porque é que um alarme falso é mais do que um incómodo. "O seu antivírus está desativado" é exatamente a frase que os falsos técnicos colocam nas janelas de aviso, porque assusta o suficiente para alguém pegar no telefone. Três semanas a gritar que vem o lobo são três semanas em que toda a gente aprende a fechar os avisos de segurança sem ler. A pontuação de saúde do Tendvane lê o estado real da proteção dentro do Windows em vez de acreditar na notificação, o que resolve a dúvida se já não sabia em quem acreditar.