A Google corrigiu 327 coisas no Chrome, e encontrou 299 delas sozinha
Trezentas e vinte e sete. É o número de falhas de segurança que a Google fechou na atualização do Chrome que está a ser distribuída esta semana, e não é uma gralha: o Chrome 152 é um dos maiores lotes de correções que o navegador já recebeu.
Dez estão classificadas como críticas, o que na escala do Chrome significa que uma página web poderia potencialmente fazer algo fora da caixa de areia protetora do navegador. A que rendeu a maior recompensa, 25 000 $ a um investigador que assina "Goodluck", é a CVE-2026-79282, uma falha use-after-free no ANGLE, a camada com que o Chrome fala com a placa gráfica. A maior parte das restantes pertence à mesma família de erros de memória, espalhados pelo código de interface do Chrome, pelo suporte de Chromecast, pela estrutura Views e, o que é incómodo, pelo Safe Browsing. O aviso da Google não menciona qualquer ataque em curso, e essa é a boa notícia.
O detalhe que merece uma pausa é a origem. 299 das 327 foram encontradas pela própria Google e não por investigadores externos, e a SecurityWeek atribui isso ao uso crescente de IA para caçar erros no seu próprio código. São bem mais de duas mil falhas do Chrome corrigidas desde o início do ano. Pense-se o que se pensar do número, o navegador está a ser auditado com muito mais rigor do que antes.
O Chrome descarrega as atualizações em silêncio mas só termina o trabalho quando o reinicia, e muita gente nunca fecha a janela. Clique nos três pontos, depois Ajuda, depois Acerca do Google Chrome: a atualização vem à sua frente e aparece um botão Reiniciar quando estiver pronta. No Windows quer a 152.0.7977.64 ou .65. O Chrome ao menos insiste; a dúzia de outros programas no seu PC não, e é para isso que serve a verificação de atualizações de aplicações do Tendvane, que lista o que está desatualizado e o atualiza através do winget.