Cinco alegados chefes do Black Axe levados para Nova Jérsia por uma década de burlas românticas
Cinco homens aterraram em Nova Jérsia a 11 de setembro e na segunda-feira apresentaram-se diante de um juiz federal em Trenton. A acusação diz que durante dez anos conduziram burlas românticas a partir da Cidade do Cabo.
Perry Osagiede, Franklyn Edosa Osagiede, Osariemen Eric Clement, Collins Owhofasa Otughwor e Musa Mudashiru foram extraditados da África do Sul, onde tinham sido detidos em 2021. Os Estados Unidos acusam-nos de associação para cometer fraude eletrónica e branqueamento de capitais, e dois deles respondem ainda por fraude eletrónica e roubo de identidade agravado. Atribui-se a Perry Osagiede a fundação da zona da Cidade do Cabo do Neo Black Movement of Africa, mais conhecido por Black Axe. A acusação cobre os anos de 2011 a 2021 e mais de 100 vítimas.
O método é deprimentemente banal, e é precisamente esse o ponto. Identidades inventadas nas redes sociais e em sites de encontros, números VoIP para que uma chamada pareça vir da porta ao lado, meses de conversa paciente e depois um pedido de dinheiro. Quando uma vítima deixava de enviar, diz a acusação, o grupo ameaçava publicar fotografias íntimas que lhe tinha arrancado antes. A fraude eletrónica e o branqueamento valem até vinte anos cada um. O Departamento de Justiça calcula em cerca de 12,7 mil milhões de dólares o que as burlas românticas e de investimento vindas do estrangeiro tiraram aos americanos desde 2023, e estas detenções seguem-se à operação Jackal IV de agosto, que apanhou 58 pessoas ligadas a redes do Black Axe em 22 países.
Dois hábitos travam quase tudo isto. Faça uma pesquisa inversa de imagem à fotografia de perfil antes de se afeiçoar, e trate uma recusa teimosa em aparecer em vídeo como resposta em si mesma. Nunca envie uma fotografia que não quisesse ver reencaminhada. Nenhum programa no seu PC consegue travar uma conversa destas, mas a verificação de privacidade e contas do Tendvane percorre as suas definições de início de sessão e de recuperação, que são a porta seguinte a que estes grupos batem quando a extorsão começa.